IGP-M de outubro sobe 1,47% e reajuste de novembro chega a 5,24%
Os contratos de aluguel com aniversário em novembro vão reajustar quase dois pontos percentuais acima dos de outubro, e a imobiliária precisa avisar isso antes que o proprietário ou o inquilino perguntem.
Seus contratos de novembro já estão calculados?
Se você chegou até este artigo, provavelmente está em uma destas situações:
- tem contratos com reajuste em novembro e ainda não fez a conta com o índice novo;
- percebe que o reajuste deste mês é bem maior que o de outubro e não sabe como explicar;
- recebe perguntas de inquilinos que esperam um percentual parecido com o do mês passado;
- precisa avisar proprietários sobre o valor novo antes da data do reajuste;
- quer conferir se o contrato usa mesmo o IGP-M e de que forma.
Se alguma dessas situações parece familiar, este artigo foi escrito para você.

O que o IGP-M mostrou em outubro
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,47% em outubro, abaixo dos 1,57% de setembro, segundo a FGV. No ano, o índice acumula alta de 4,97%. Em 12 meses, a alta chegou a 5,24%.
Esse último número é o que mais interessa à locação. Em setembro, o acumulado em 12 meses estava em 3,34%.
Por que o acumulado saltou de 3,34% para 5,24%
A diferença de 1,9 ponto percentual tem uma explicação simples: a janela de 12 meses mudou. Saiu outubro de 2025, que tinha registrado queda de 0,36%, e entrou outubro de 2026, com alta de 1,47%. Trocar um mês negativo por um positivo faz o acumulado subir de uma vez.
Ou seja, não houve um salto de preços em um mês só. O que mudou foi a base de comparação. Na prática, o contrato que reajusta em novembro leva um percentual bem maior do que o de outubro.
O que puxou o índice
O IGP-M é uma média ponderada de três índices: 60% do índice de preços ao produtor (IPA), 30% do de preços ao consumidor (IPC) e 10% do custo da construção (INCC), de acordo com a metodologia divulgada pela FGV. Em outubro, os três ficaram assim:
- IPA: alta de 1,93%, abaixo dos 2,08% de setembro.
- IPC: alta de 0,45%, contra 0,50% no mês anterior.
- INCC: alta de 0,35%, acima dos 0,25% de setembro.
Como o IPA pesa 60% do índice, o movimento dos preços agrícolas explica boa parte do resultado. Em outubro, esses preços subiram menos que em setembro, o que segurou o índice. No consumidor, a queda da conta de luz ajudou, mas os alimentos in natura, como hortaliças e legumes, ficaram mais caros. O economista Matheus Dias, do FGV IBRE, espera que essa oscilação continue nos próximos meses. Para a imobiliária, isso quer dizer que o IGP-M pode variar bastante de um mês para outro, e vale checar o índice na data de cada reajuste.
Como calcular o reajuste de novembro
O cálculo é direto, desde que o contrato use o IGP-M acumulado em 12 meses.
- Pegue o IGP-M acumulado nos 12 meses anteriores ao aniversário do contrato, terminando no mês anterior a ele, como explica a Serasa. Para um contrato que reajusta em novembro, é o acumulado até outubro: 5,24%. Confira a cláusula, porque o contrato pode prever algo diferente.
- Divida o percentual por 100 e some 1, regra que o Santander também descreve. No caso, 1,0524.
- Multiplique o aluguel atual por esse fator.
Veja um exemplo ilustrativo, com valores fictícios. Um aluguel de R$ 2.000 passa a R$ 2.104,80 em novembro. O mesmo aluguel, com reajuste de outubro (3,34%), teria ido a R$ 2.066,80, ou seja, R$ 38 a menos.
Os valores usam o percentual arredondado. O cálculo exato, com os números-índice da FGV, pode diferir em alguns centavos.
E o aluguel de contratos novos?
Para o proprietário, o IGP-M também funciona como termômetro. Segundo o FipeZAP de setembro, o aluguel de contratos novos subia 9,13% em 12 meses. O índice mede preços pedidos em anúncios, e não contratos em vigor, mas mostra que a distância entre o contrato antigo e o mercado ainda existe, mesmo com o reajuste maior.
O que a imobiliária pode fazer agora
Liste os contratos com aniversário em novembro
Separe os contratos que reajustam neste mês, com o índice e a data de cada um. Se tiver contrato com cláusula diferente, destaque.
Avise com antecedência
Comunique proprietário e inquilino sobre o valor novo antes da data. Mostre a conta com o percentual de 5,24% e explique por que ele é maior que o de outubro. Essa explicação evita a surpresa e a discussão.
Registre as conversas
Alguns inquilinos vão pedir condições diferentes, e alguns proprietários podem aceitar. Qualquer acordo precisa ser feito por escrito e depender do que o contrato permite. Em caso de dúvida jurídica, consulte um advogado.
Mantenha o calendário de reajustes organizado
Um CRM organizado ajuda a saber quais contratos reajustam em cada mês e a registrar o aviso enviado a cada parte. Isso reduz a chance de esquecer uma data.
Perguntas frequentes
O reajuste de novembro usa os 5,24%?
Se o contrato prevê o IGP-M acumulado em 12 meses e adota o índice do mês anterior ao do reajuste, sim. O que vale é a cláusula do contrato, então confira antes de calcular.
Por que o acumulado subiu tanto de um mês para o outro?
Porque a janela de 12 meses trocou outubro de 2025, que teve queda de 0,36%, por outubro de 2026, que teve alta de 1,47%. O percentual mensal de outubro (1,47%) foi até menor que o de setembro (1,57%).
Posso aplicar um percentual menor que o índice?
Isso depende de acordo entre as partes e do que o contrato permite. A decisão cabe ao proprietário, e o acordo deve ficar por escrito. Se houver dúvida, procure um advogado.
Conclusão
O IGP-M de outubro subiu 1,47% e levou o acumulado de 12 meses a 5,24%, bem acima dos 3,34% de setembro. Para a imobiliária, o ponto prático é calcular os contratos de novembro com o percentual novo, explicar o salto e avisar as duas partes com antecedência.
Nosso sistema de gestão imobiliária reúne CRM, locação, financeiro e vistoria em uma única plataforma, ajudando sua equipe a acompanhar índices, datas de reajuste e histórico de cada contrato em um só lugar.
Agende sua demonstração e veja se a Widesys é a solução certa pro próximo ciclo de crescimento da sua imobiliária.


