Comissão de corretagem: Tire suas dúvidas e aprenda como calcular!

Comissão de corretagem

Comissão de corretagem, aprenda a calcular e tire suas dúvidas sobre o assunto. Para ter sucesso nessa carreira é preciso conhecer o funcionamento do mercado imobiliário e também do mercado financeiro, sabendo quais são as boas épocas para venda e quais épocas não “estão para peixe”.

Assim como qualquer outra profissão o início pode ser um pouco mais complicado, pois você vai precisar entrar no mercado e concorrer com corretores um pouco mais antigos, que tem mais vivência nas vendas do que você.

Porém não deixe isso te intimidar, com dedicação e busca pelo conhecimento é possível entrar no mercado imobiliário e alcançar todo o sucesso que deseja.

Algumas pessoas que querem entrar nesse meio ainda permanecem em dúvidas relacionadas aos ganhos dos corretores. Principalmente quem não tem como atuar junto a uma imobiliária e trabalha de forma independente, pois trabalhar como autônomo não é nada fácil.

Mesmo com muito anúncio e estudo sobre o perfil do cliente para poder oferecer o melhor e o que se adequa mais a sua personalidade. As vendas podem ser muito difíceis e a remuneração pode ser um pouco baixa.

É importante que saibamos que o código civil assegura a corretagem e tem artigos previstos para mesmo, sendo eles os artigos começando de 722 e terminando em 729.

É válido falarmos também que, aconteceu a mudança recente no tabelamento dos pagamentos de imóveis segundo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Dessa maneira falaremos sobre como é feita a comissão de corretagem para que você possa calcular quanto você vai ganhar durante o mês.

Pagamento da comissão de corretagem

Quando o imóvel é anunciado, o valor da venda ou aluguel anunciado já está incluso o valor da corretagem da corretor ou imobiliária.

Neste mercado eles não permitem a correção do valor, não podendo adicionar o valor da comissão do corretor sob o imóvel. Pode ser modificada, mas não tem necessidade de que haja alteração, pois dentro do valor de imóvel está contido a corretagem.

Os corretores autônomos, devem assegurar que estão trabalhando com formulário de autorização de venda, esse documento deve ser assinado tanto por ele quanto pelo cliente.

A comissão de corretagem deve ser paga sempre que tiver a prestação de serviço referente à venda de imóvel ou aluguel do mesmo e deve ser realizada por um profissional que tenha habilitação pelo CRECI da sua região ou do seu estado.

Caso essa negociação esteja sendo feita entre o vendedor autônomo e o comprador, sem a mediação de Imobiliária, o percentual de corretagem não é aplicado. De toda forma o código civil fala que o corretor tem que receber a remuneração integral por conta da corretagem exclusiva, mesmo sem ter havido a conclusão da compra.

É possível alertar o cliente que, este valor não deve ser pago se for comprovada a inércia ou ociosidade do corretor.

Se o corretor foi dispensado antes do período do contrato e a compra tenha sido finalizada, ele tem direito a uma remuneração. Nesse direito persiste se a transição for feita após o prazo contratual, mas em consequência do trabalho dele.

Para evitar mal entendidos é necessário que tudo esteja escrito, de forma clara em um contrato.

Afinal, quem é que paga a comissão de corretagem?

Muito se tem discutido sobre o assunto, mas deve-se levar em conta que deve pagar pelo serviço do corretor é aquele que o contrata.

Assim, quando o consumidor se depara com um empreendimento (residencial ou comercial) e se desloca para um stand de venda da empresa construtora, lá se depara com diversos corretores – contratados pelo dono da obra, que atendem o consumidor apenas para fechar a venda.

Nesta ocasião, não é o consumidor quem está contratando o serviço de corretagem. Ou seja, o ônus do pagamento de corretagem é do próprio empreendimento, mas muito tem-se visto o encargo ser inserido no compromisso de compra e venda, sendo repassado diretamente ao consumidor.

O que diz a lei:

Desta forma, o repasse ao consumidor dos encargos da venda (intitulado como “corretagem”) se caracteriza cláusula abusiva, sendo evidenciada a indiscutível venda casada, cuja prática é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor, conforme previsão do art. 39, I, que assim prevê:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: 

I – condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Como se observa, quando o empreendimento contrata os corretores para realizar a venda das unidades, montando, inclusive, stand de venda no local da obra, está sendo este o responsável pelo encargo da “corretagem”, haja vista que não é o consumidor quem contratou o corretor.

Ademais, o CDC veda a realização de negócio abusivo, que onere o consumidor e que subtraia a opção de reembolso de quantia já paga, vejamos:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

II – subtraiam ao consumidor a opção de reembolso de quantia já pagam nos casos previstos neste código;

XV – estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor;  

Neste caso, a responsabilidade pelo pagamento da verba de corretagem é única e exclusiva dos VENDEDORES, pois o Código Civil explica a relação de independência entre o corretor exclusivo do vendedor e o comprador/consumidor, mostrando os deveres perante a negociação existente.

Quem define o valor da comissão de corretagem?

Esse valor é definido pelo próprio corretor, segundo o CADE, desse jeito o valor tabelado é vetado e garante a igualdade entre os corretores.

Quem decide tabelar hoje o quanto ganha, está agindo contra a lei podendo ser punido, por isso, esta prática é ativa em todo o Brasil.

Vamos dar um exemplo: em um contrato de aluguel o corretor pode cobrar comissão menor de 10% em cima do valor no qual ele conseguiu negociar, este valor é aplicado no mercado imobiliário de forma regular.

Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica veta o fato de o dono do imóvel poder se relacionar com uma única imobiliária ou corretor. Desta maneira, a pessoa que é proprietário do imóvel pode conversar com mais de uma imobiliária ou com mais de um corretor, assim quando desejar.

Desse modo, a pessoa que é portadora da casa consegue ter maior acesso a um campo mais amplo de pessoas e consegue vender ou alugar o imóvel que precisa de forma muito mais simples e rápida.

Dica extra

É necessário que esteja sempre de olho no que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica determina, pois se agir fora das regras que são determinadas por ele existe um grande risco de ser punido, mesmo que a ação tenha sido de forma involuntária.

Por esse motivo, estude sempre o assunto e aprofundem-se cada vez mais na profissão, garantindo o êxito para você e melhor atendimento aos seus clientes.

Espero que tenha gostado do texto de hoje. Aproveite para assistir nossa live falando sobre contratos de aluguel em tempos de pandemia do novo Coronavírus.

Leave a Comment

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href=""> <abbr> <acronym> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Entre em contato conosco