Apartamento ultrapassa casa na preferência do brasileiro, mostra CBIC
A preferência do brasileiro por tipo de imóvel deu uma virada no meio de 2026, e o motivo provável tem nome: Minha Casa, Minha Vida.
Sua imobiliária já reparou nessa mudança?
Se você chegou até este artigo, provavelmente está em uma destas situações:
- percebeu uma mudança no perfil de imóvel mais procurado pelos seus clientes, sem saber se é só impressão ou dado real.
- quer entender se vale a pena ajustar a carteira de captação com base nessa virada.
- está de olho no avanço do Minha Casa, Minha Vida e quer entender como isso afeta a demanda geral, não só o segmento popular.
- quer usar dado de mercado atualizado para embasar uma conversa comercial com proprietário ou investidor.
- busca entender se a intenção de compra do brasileiro está subindo ou caindo neste momento.
Se alguma dessas situações parece familiar, este artigo foi escrito para você.

A virada, em números
No 2º trimestre de 2026, o apartamento voltou a ser o tipo de imóvel mais desejado pelo brasileiro, com 40% das menções, à frente da casa de rua, com 38%. Casa em condomínio fechado aparece em seguida, com 17%, e terrenos somam 5% no total, segundo o levantamento Indicadores Imobiliários Nacionais, divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, com apoio técnico do Secovi-SP.
A mudança chama atenção porque inverte o resultado do trimestre anterior. No 1º trimestre de 2026, a casa de rua liderava com folga, escolhida por 47% dos entrevistados, contra 35% que preferiam apartamento, segundo o mesmo levantamento, divulgado à época pela Exame. Ou seja, em um único trimestre, a diferença de 12 pontos percentuais a favor da casa virou uma vantagem de 2 pontos para o apartamento.
O que pode explicar essa mudança
O próprio relatório da CBIC traz uma pista forte para essa virada: o Minha Casa, Minha Vida atingiu, no 2º trimestre de 2026, a maior participação da série histórica iniciada em 2019, respondendo por 58% de todos os lançamentos residenciais do país. Como o programa é historicamente mais concentrado em empreendimentos verticais, esse avanço recorde tende a puxar junto a preferência declarada por apartamento, já que a oferta disponível no mercado molda parte da resposta do consumidor.
Outros números que continuam recordes
A intenção de compra de imóvel também bateu novo recorde da série histórica: 52% das famílias brasileiras afirmam pretender comprar um imóvel nos próximos 24 meses, três pontos percentuais acima do mesmo período de 2025. Desse total, 38% pretendem comprar mas ainda não começaram a busca, 10% já pesquisam online, e 4% já visitam imóveis presencialmente, esse último grupo é o que já está pronto para uma estratégia de captação mais direta, enquanto os outros 38% ainda precisam de conteúdo que eduque antes de vender.
Sair do aluguel segue como o principal motivo de compra, citado por 37% dos entrevistados. Em seguida aparecem sair da casa dos pais (15%) e buscar mais espaço (14%). Quanto ao prazo, 31% pretendem comprar em até um ano, e 37% entre um e dois anos, prazo longo o suficiente para justificar uma comunicação por e-mail bem estruturada ao longo dessa jornada de decisão.
O que isso significa para sua imobiliária
Uma virada de 12 pontos percentuais em um único trimestre é grande o suficiente para não ser tratada como ruído estatístico, mas também não confirma uma tendência de longo prazo até que apareça em mais de um trimestre seguido. Vale acompanhar o próximo levantamento da CBIC antes de mudar estratégia de captação com base só nesse dado isolado. O que não muda, independente do tipo de imóvel em alta, é a necessidade de um processo de follow-up estruturado para os 38% que ainda estão só na fase de intenção.
De qualquer forma, o crescimento do MCMV como motor do mercado é um sinal mais consistente: se sua imobiliária ainda não tem processo estruturado para atender esse público, esse é o momento de revisar isso, independente de qual tipo de imóvel lidera a preferência geral.
Perguntas frequentes
Essa mudança de preferência é uma tendência definitiva?
Ainda é cedo para afirmar isso. Uma virada de 12 pontos percentuais em um trimestre é expressiva, mas só se confirma como tendência se persistir nos próximos levantamentos trimestrais da CBIC.
Por que o Minha Casa, Minha Vida influenciaria a preferência por apartamento?
O programa historicamente concentra grande parte de seus empreendimentos em edifícios verticais, especialmente nas regiões metropolitanas. Com o MCMV respondendo por 58% dos lançamentos do país no período, a oferta disponível no mercado pode ter influenciado a resposta dos entrevistados.
A intenção de comprar imóvel está maior ou menor do que no ano passado?
Maior. A intenção de compra atingiu 52% no 2º trimestre de 2026, o maior nível da série histórica do levantamento, três pontos percentuais acima do mesmo período de 2025.
Conclusão
O apartamento retomou a liderança na preferência do brasileiro depois de um trimestre em que a casa de rua estava na frente, uma virada que parece estar ligada ao avanço recorde do Minha Casa, Minha Vida no mercado de lançamentos. Mais do que decidir qual tipo de imóvel priorizar, o dado mais importante para sua imobiliária é a intenção de compra em máxima histórica: o mercado está com apetite para negociar, independente do formato do imóvel, desde que exista um CRM organizado para não deixar esse lead esfriar.
Nosso sistema de gestão imobiliária ajuda a organizar a carteira por perfil de imóvel e acompanhar o lead desde a intenção até o fechamento, seja para casa, apartamento ou qualquer outro tipo de imóvel.
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