Reajuste de aluguel: Saiba como calcular corretamente!

Antes de falar sobre o reajuste de aluguel, é necessário esclarecer algumas coisas muito importantes, e que são fundamentais para você, quem iniciou no mundo dos corretores de imóveis agora, ou até mesmo se só deseja se atualizar.

Não importa qual é o seu foco, o mais importante é entregar o melhor aos seus clientes.

E, para isso, você precisa entender muito mais do que só o cálculo do reajuste de aluguel. O cliente, desejando sair satisfeito e com todos os problemas resolvidos, acaba fazendo todos os tipos de pergunta, e não saber responder algumas delas, pode significar a perda de um excelente contrato.

Para que você ganhe o cliente, o contrato e uma boa reputação, é de fundamental importância que todos os porquês estejam decorados e compreendidos.

É preciso entender como calcular o reajuste de aluguel, porquê calcular esse reajuste, como o cliente irá se beneficiar com ele e etc.

Quer entender melhor sobre o assunto? Então, continue com a leitura do texto!

 

Entenda a importância do reajuste de aluguel para você, e para seu cliente

No Brasil, 18% dos imóveis são alugados. Isso significa que uma boa parte da população usufrui dessa opção de moradia, e muitas vezes, nem sabem a razão do pagamento das taxas.

A maioria das pessoas, inclusive, não tem nem o hábito de ler o contrato (por isso é tão importante que você, corretor, saiba como elaborar um contrato bem feito, tanto para venda, quando para compra de imóveis), e acaba se frustrando ao se deparar com situações “novas”.

Essas situações, como o reajuste de aluguel, não são novas e, inclusive, são previstas por lei, e explicitadas no contrato, mas muitas vezes se tornam mais uma dor de cabeça na vida de clientes e corretores.

Por isso, é preciso explicar ao locatário, que o locador também continua tendo custos com o imóvel, e que muitos valores estão envolvidos no processo.

Por exemplo, o cálculo do aluguel do imóvel varia entre 0,5% até 1% do imóvel, mas sofre alterações por motivos como localização, estado de conservação, mobília, tempo e etc.

O reajuste de aluguel acontece em cima desse valor, e tem respaldo judicial pela lei do inquilinato, que aceita alguns tipos diferentes de índice para a base do cálculo. Ele pode ser pedido uma vez por ano ou quando o proprietário acreditar que o valor do imóvel está sendo defasado.

Todo ano, o país sofre adaptação dos aumentos, então, nada mais justo do que esse valor também sofrer essa alteração. Afinal de contas, para o proprietário, ele também é um negócio, e precisa gerar lucro.

 

Aprenda a calcular o preço do reajuste de aluguel

Agora que você sabe da importância do reajuste de aluguel para o seu cliente, é hora de aprender a calcular, colocando em prática seu conhecimento.

Quanto mais informações concretas você conseguir passar para eles, melhor será seu feedback e sua reputação, aumentando ainda mais sua cartela de clientes.

Confira alguns dos índices utilizados para o cálculo de reajuste de aluguel:

Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M):

Ele é o mais utilizado atualmente para o cálculo do valor da locação de um imóvel. Isso ocorre porque ele engloba alguns fatores utilizados no setor da economia atualmente, se tornando a maior referência atual. São esses fatores, a inflação, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), entre outros. O reajuste baseado no IGP-M precisa ocorrer no aniversário do contrato, ou seja, contratos vencendo em junho, devem ser pagos reajustados em julho seguinte.

IPCA:

Ele mede as variações com custos das despesas comuns de dia a dia como alimentação, transporte, bebida, habitação, cuidados pessoais, saúde, etc, e tem como população alvo famílias que tenham rendimento bruto mensal de 1 até 40 salários mínimos (não importando qual seja a origem da fonte), e residentes nas áreas urbanas, que é composta de cerca de 90% da população brasileira. Ou seja, o cálculo do IPCA é feito com valores compreendidos entre o primeiro e último dia do mês de referência, e a divulgação do resultado é feita no mês seguinte, entre os dias 5 e 12.

INPC:

É um indicador parecido com o IPCA, mas, diferentemente do anterior, que compreende famílias com até 40 salários mínimos, este engloba famílias com renda mensal bruta de 1 a 5 salários (aproximadamente 50% da população do Brasil). Ele também leva em consideração custos com despesas como habitação, bebida, cuidados pessoas, alimentação, transporte e etc, e também ocorre entre o primeiro e o último dia do mês, tendo sua divulgação entre os dias 5 e 12.

 

Cálculo passo a passo:

Para iniciar o cálculo, que é bem simples, você precisa saber primeiro o fator de atualização que foi exercido no mês anterior ao aniversário da prestação. Por exemplo: 0,0878.

Depois, você multiplica esse valor pela cotação base e acrescenta a quantia do gasto vigente.

Por exemplo: Se o aluguel está R$ 1.500,00, multiplique esse valor por 0,0878, e esse valor será o total a pagar até o mês seguinte.

Passo a passo:

  • Transforme em número decimal a porcentagem: 8,78%/100 = 0,0878
  • Multiplique o valor pelo aluguel: R$ 1.500,00 x 0,0878 = R$ 131,70
  • Some o reajuste ao valor do aluguel: R$ 1.500,00 + R$ 131,70 = R$ 1.631,70

Conclusão

Entender sobre cálculos e informações referentes ao reajuste de aluguel é importante para você, corretor, quanto qualquer outra função.

Quanto mais informações forem repassadas para seus clientes, melhor a comunicação entre vocês, e mais satisfatório o fechamento de contrato. E cliente satisfeito, atrai mais clientes interessados.

Então, mantenha o foco nas atualizações da lei do inquilinato, e nas informações sobre vizinhança, estado de conservação, localização e etc do imóvel. O proprietário precisa entender o porquê de estar recebendo, e o inquilino, o porquê de estar pagando.

Quanto mais claras as informações, maior a satisfação.

Agora que você já sabe como funciona o reajuste de aluguel, veja também como fazer um contrato de compra e venda de forma simples e prática.

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